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O Tarot de Ekhaya
Há quem diga que o Tarô de Ekhaya não foi criado, e sim sonhado. Por quem? Ninguém sabe. Muitos atribuem sua origem à Aenora. Eu mesma, como sua discípula, creio nisso de todo coração, mas sei que minha voz é apenas uma entre tantas e que o mistério do baralho transcende até mesmo sua Guardiã.
Cada carta é uma brecha, um espelho fragmentado dos mundos de dentro e de fora. Elas representam as forças permanentes que moldam a realidade: o desejo que tudo cria, a dor que transforma, o instinto que guia, o amor que sustenta. Quando uma carta surge, ela não aponta um destino, ela acende uma lembrança e diz: “Você já esteve aqui. Você já conheceu isso. E talvez ainda esteja aprendendo a se reconhecer nessa parte do caminho”.
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